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Todo mundo pode ser superdotado?

  • daphnerq
  • 5 de mar. de 2025
  • 2 min de leitura




Superdotação é uma condição genética que se desenvolve na interação do indivíduo com o ambiente, e atinge de 3 a 5% da população.


Não é possível treinar para se tornar superdotado, pois a pessoa nasce com um cérebro neurodivergente, que possui diferenças em diversos aspectos do processamento de tudo ao seu redor.


Para uma pessoa ser superdotada, é preciso que tenha simultaneamente:

- Inteligência acima da média em ao menos uma área de grande destaque (intelectual, acadêmica, artística, psicomotora, liderança, etc)

-Precocidade na história de vida

-Diferenças sensoriais

- Criatividade incomum

- Aspectos na personalidade que remetam a características de intensidade, complexidade e determinação (envolvimento com a tarefa)


A identificação é confirmada através de uma avaliação neuropsicológica completa, na qual será verificado o perfil de atenção, memória, velocidade de processamento, inteligência geral (QI), funções executivas, humor, personalidade, perfil sensorial, entre outros aspectos importantes para compreender o funcionamento de um cérebro neurodivergente.


As características de personalidade de uma pessoa superdotada podem ocorrer em todos os humanos (assim como acontece com todos os tipos de condições), porém a INTENSIDADE, a SENSIBILIDADE e a COMPLEXIDADE serão questões muito presentes, decorrentes da interação desse sistema nervoso divergente com o ambiente, que sente tudo de um modo muito maior e capta nuances que são ignoradas pela maior parte das pessoas.


São sujeitos que desde bebês manifestaram uma responsividade maior às pessoas e a todos os estímulos do ambiente, que possuíam uma sede por aprender e o faziam de modo intuitivo, sendo autodidatas para seus temas de interesse e necessitando poucas repetições para atingir seus objetivos com qualidade. Foram crianças que surpreenderam por um raciocínio mais profundo, mais complexo e mais rápido do que a maior parte de seus pares.


Pessoas superdotadas nem sempre sabem que são superdotadas, mas geralmente sofreram a vida inteira tentando se sentir pertencentes, buscando se adaptar aos assuntos e reprimindo interesses que ninguém mais parece ter, refletindo mais do que gostariam, aprofundando mais do que deveriam, sendo mais intensas do que esperavam, achando problemas onde mais ninguém viu, exigindo demais de tudo, sentindo todas as emoções dos outros, se sentindo impostoras por obter resultados elevados sem treino.


Para o superdotado, o mundo geralmente parece muito lento, menos preocupado, insensível, desfocado do que é realmente importante, fútil, imoral, injusto, solitário...

Tudo sobrecarrega mais do que deveria e ele nem sempre consegue não se importar.

Ele aprende fácil, precisando de mais desafios, e tem dificuldade de entender o contentamento das pessoas, pois não consegue estancar o seu desenvolvimento.

Se incomoda com o ritmo e o conformismo dos outros, mas é ele que funciona em outra rotação.



 
 
 

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